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Jovem fraiburguense comete suicídio em Lages

11 ABR 2018
11 de Abril de 2018
Na noite dessa segunda-feira 9 de abril, o fraiburguense Guilherme Cruz  Wenningkamp se suicidou com um tiro na região do maxilar, na cidade de Lages Planalto Catarinense, onde servia as forças armadas do Exército Brasileiro, há um ano e quatro meses. O jovem antes de servir o exército, morava em Fraiburgo no bairro São Miguel e trabalhava na Mecânica Camilo. Ele era filho de Luiz Renato Wenningkamp e de Maria Benta Cruz, ambos ainda residem em Fraiburgo.

Segundo informações apuradas pela nossa reportagem, os familiares se dirigiram a Lages para reconhecimento do corpo. Após a liberação, o corpo de Guilherme será velado na Capela Mortuária ecumênica do Tite, na Avenida Caçador.

Antes de cometer o ato, o jovem, ligou para um irmão pedindo desculpas, porém, seu irmão ficou sem entender o que ele quis dizer com esse pedido. Guilherme também escreveu uma carta relatando os motivos que o levaram a tirar sua própria vida.

“Boa noite, gostaria de agradecer primeiramente ao meu Pai e minha Mãe, por ter me criado da melhor forma recebendo a melhor educação do do mundo obrigado por tudo mesmo! Ao mesmo tempo me perdoem... hoje estou tomando essa atitude mostrando minha indignação com essa sociedade lixo, Hoje não estou triste e muito pelo contrário só quero fazer todo mundo ver da pior forma um sentimento de indignação vivido por muitos mas expressado por poucos. Fui muito privilegiado em ter ingressado as fileiras do exército aprendi muito, me dediquei ao máximo jurei diante a Bandeira Nacional respeitar meus superiores, cheguei ao extremo prometendo defender a pátria com o sacrifício da minha própria vida se preciso. Agora surge uma pergunta... Para que tudo isso se no momento em que mais precisei fui esquecido? Todos aqui dentro sabem a humilhação que passei, fui punido como um bandido por não deixaram me despedir da minha tia(mãe) no caixão! 
Isso é só um dos casos de injustiça. 
A falta de educação com subordinados ocorre a todo instante.
Em um batalhão onde um serviço de guarda ao quartel pode ser prolongado por horas ou até dias por uma munição perdida, ou até mesmo uma peça de armamento, um superior não tem moral nenhuma para cobrar o zelo com o armamento se todo dia são roubados coisas de muito mais valor para casa por soldados cabos sargentos ou até oficiais e isso ninguém vê, ou melhor* "fingem não ver”. No último serviço não me senti bem durante um quarto de hora com tonturas e suor excessivo, então tirei a gandola para tentar melhorar um pouco, e o sargento viu. Mais uma vez eu ia ser punido por uma besteira, como se eu não estivesse nem aí para o serviço. 
Quem me conhece bem sabe a pessoa que sou, gosto de poucas pessoas, não é qualquer um que conquista minha amizade, não gosto de mentiras, sou sincero, até demais.
Peço desculpas as meus amigos, e até um futuro próximo.
Hoje errei e fiquei com meu celular durante o serviço mas foi para se despedir de algumas pessoas...
Hoje me despeço cumprindo meu dever, defender a minha pátria até o último dia da minha vida!”

Créditos: Rádio Fraibrugo
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