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Marcado júri do acusado de assassinar Josué Henrique Kaercher

29 MAR 2017
29 de Março de 2017

Justiça marcou para junho o júri popular de Carlos José Correa, conhecido como Carlinhos da Pantera Negra, preso desde o dia 11 de dezembro de 2015 quando matou com um tiro no peito o técnico de futebol do Kindermann, Josué Henrique Kaercher. O julgamento será dia 23 de junho, com início às 9h, no Tribunal do Júri em Caçador.
Carlinhos foi pronunciado por cinco crimes: homicídio duplamente qualificado (contra Josué); tentativa de homicídio duplamente qualificado contra Richard Kindermann; cárcere privado contra cinco pessoas; constrangimento ilegal; e posse irregular de arma de fogo.

Se condenado a pena máxima de cada um dos crimes, o réu pode pegar 67 anos de prisão. Carlinhos está preso há 473 dias e se encontra no Presídio Regional de Caçador.

O júri popular será presidido pelo juiz de direito Rodrigo Dadalt. A acusação será feita pelo promotor Fernando Rodrigues de Menezes Júnior, do Ministério Público, e a defesa será a advogada Elaine Caroline Masnik, da Defensoria Pública do Estado.


Relembre o crime

Por volta das 11h da manhã de sexta-feira, 11 de dezembro de 2015, Carlos Corrêa invadiu armado o Hotel Kindermann onde eventualmente estavam alguns membros da diretoria do clube de futebol feminino que levava o nome do hotel.

Na sala estavam o presidente Salésio Kindermann, o vice Richard Kindermann, o técnico da equipe, Josué Kaercher, além de outros funcionários.

Carlos chegou no local uma sacola. Na sala de reuniões ele sacou um revólver, pegou uma garrafa de uísque, copo, gelo e cigarro. Ele tinha várias munições nos bolsos.

O homem passou a fazer ameaças e chegou a dizer que ninguém sairia vivo da sala. Ele tinha uma lista de nomes e pediu que mais pessoas ligadas ao clube fossem chamadas na sala.

Carlos efetuou um disparo contra Josué e atingiu o peito do técnico. Em seguida mirou contra o Richard e apertou o gatilho, mas a arma falhou. Neste momento, Richard entrou em luta corporal com o acusado e com a ajuda das demais pessoas conseguiu imobilizar o atirador.

O atirador alegava que o ato era um acerto de contas por ele ter sido demitido da equipe. Carlinhos treinou o time sub 17 no início do ano, mas foi desligado depois que fez uma viagem com a equipe bêbado.

Josué foi socorrido pelos Bombeiros Voluntários, mas morreu ao dar entrada no Hospital Maicé.

Carlos foi preso no local e encaminhado à Delegacia onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. A arma usada também foi apreendida. Em revista pessoal, foram encotradas mais 50 munições intactas.

Alguns dias depois do homicídio, o Kindermann anunciou o encerramento das atividades. Naquele ano, o time de futebol feminino de Caçador havia conquistado o título da Copa do Brasil.

Postado por Paulo Silva.
Fonte Caçador Online.

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